NADA NESTE UNIVERSO CÓSMICO AO QUAL PERTENCEMOS É DETERMINADO OU ETERNO. NELE TUDO ESTÁ EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO, NELE TUDO É PROVISÓRIO.

A ideia de deus

A nossa querida Terra é o fruto de um acaso cósmico. A espécie humana assim como todos os outros seres vivos actuais ou tendo existido não são mais do que obra do acaso, de intermináveis acasos que se sucederam no decorrer da vida do nosso planeta. Obstinar-se a ver em tudo isso uma força divina ou uma qualquer energia extraterrestre inteligente, logo, actuante, é pura e simples cegueira mental, pior, é recusar descaradamente as descobertas e avanços da ciência, a complexidade do Conhecimento actual. Se os que proclamam a existência de um deus com tanta intransigência soubessem reclamar da mesma maneira a presença do Humano, compreenderiam a imensa importância da realidade e da harmonia mental, e desertariam os pântano do infantilismo e da irrealidade.

Nada, neste universo ao qual pertencemos, é determinado ou eterno. Nele tudo está em constante transformação, nele tudo é provisório.Tudo nasce da matéria que deambula através do incomensurável cosmos. Caldo de poeiras e sopros de energia, esta matéria que nunca foi criada e todavia sempre existiu, transforma-se indefinidamente, desencadeia o nascimento das galáxias, das estrelas, de todos os astros, que povoam o Espaço.

Uma multidão de seres humanos, em toda a Terra, continua a tomar  essa matéria por uma divindade e dá-lhe o nome pomposo de deus. Como é que tanta ingenuidade e tanta ignorância pode apoderar-se, assim, do espírito do Homem, ao longo dos milénios, barrando-lhe o acesso a extraordinárias vias evolutivas, destruindo lentamente, inexoravelmente os alicerces da Humanidade e das suas potencialidades quase sem limite!  Porque razão haveria de existir um deus  em toda a imensidão do universo explorado, de todos os universos possíveis? Não é suficientemente maravilhosa a complexa simplicidade de uma sucessão de explosões de energia e de matéria a empurrar à sua frente, em todas as direcções, uma enxurrada de elementos químicos e de pulsações eléctricas, prontos para fornecer os ingredientes necessários a futuras e possíveis formas de vida?

Quão belo e grandioso  é o Inimaginável ! Não tem certamente o aspecto de um deus feito à nossa semelhança, é totalmente indiferente às aberrações das religiões e das invenções de deísmos, de teísmos, de agnosticismos e outras invenções da fantasiosa mente humana.  Estará sempre infinitamente distante do nosso entendimento por mais milénios que possamos durar.    E porém há em cada um de nós, seres vivos, uma centelha dessa chama intensa que faz vibrar as fibras do Cosmos, essa alma indefinível da matéria, a Energia. Mas nós, primatas bípedes, antiquíssimos Homo Sapiens, somos apenas, não esqueçamos, minúsculos vermes olhando-a, admirando-a nas estrelas do céu.

 

 

 

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